Live Review: Jon Bon Jovi’s professionalism and charisma hold the public

By Bernardo Araujo (Globo)

With two original musicians out, the singer overcomes absences and misconception repertoire and comes to an apotheotic end

RIO – The night did not seem easy for Bon Jovi. Known by the unity between its elements, the band, founded in 1983 in New Jersey, was already coming to Rock in Rio with one less member – the guitarist Richie Sambora left the tour on April, at first temporarily, but on August he was confirmed as definitely out.  Another band founder, the drummer Tico Torres, had been thru an emergency appendix surgery ten days ago, and the show at Rock in Rio would be his first after the recovery. But he felt pains again, this time due to his vesicle, and end up didn’t coming.

That is how the Bon Jovi’s show begun: Jon Bon Jovi at the vocals, and just one more actual member, the keyboard player David Bryan, with Phil X playing the guitar, that before was Sambora’s, Hugh McDonald playing the bass, the drummer Rich Scannella  and Bobby Bandiera, who usually plays rhythm guitar for the band. The first song was “That’s what the water made me”, record from the disc “What about now”, launched back in March. The following songs, successes like “You give love a bad name”, “B-sides” like “Raise your hands” and more recent music, as “Lost highway”, from the homonymous disc of 2007. That was clear that would not be a festival show, full of hits: Bon Jovi, as done along the tour, presented a mix prepared by songs from the whole career – three decades – and some emphasis on the new disc.

The interest of the audience lows and then rises again

Commendable. After all, rowing successes would make it easier for the band, the audience and the replacement drummer - who, like Phil X, was technically perfect. Several recent successes at USA, like “Who says you can’t go home” and “We got it going on”, part of a ‘country music moment’, doesn’t have the same popularity here in Brazil, what took away the audience enthusiasm. Part of the public (probably the younger ones, Nickelback fans) gone out of the show, until Jon came up with two cards on the sleeve: hits and charisma. While singing “Who says you can’t go home”, he let a fan come up on stage, Rosana Guedes, who carried a banner asking him a kiss and telling that she already had been up on the stage in 1995, in another show, at Apoteose. Jon Bon Jovi kissed Rosana on the lips, twice, besides hugs and the task of backing vocals, for the audience’s delight. Then came the good (and cheerful) “I’ll sleep when I’m dead” and “Bad Medicine”, and there was that Bon Jovi who rock the cariocas since his first coming, at the Hollywood Rock, in 1990.

In return for the encore, “Wanted: dead or alive”, “Have a nice day” and “Livin ‘on a prayer” ensured the catharsis that the most optimistic fans were waiting for during the entire show, and a second encore: the super ballad “Always”, sung with emotion by the singer and the audience with him. Play hard, but the win came in the end.

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Profissionalismo e carisma seguram o público de um Bon Jovi mutilado

Com dois músicos originais fora, cantor supera ausências e equívoco no repertório, chegando a um fim apoteótico

RIO - A noite não se anunciava fácil para o Bon Jovi. Conhecida pela união entre seus músicos, a banda fundada em 1983 em Nova Jersey já viria ao Rock in Rio com um fundador a menos — o guitarrista Richie Sambora deixou a turnê em abril, a princípio temporariamente, mas em agosto sua saída definitiva foi confirmada. Outro fundador, o baterista Tico Torres, passou por uma cirurgia de emergência no apêndice há 10 dias, e o show no Rio seria o primeiro após sua recuperação. Mas ele sentiu dores novamente e foi internado mais uma vez, agora por causa da vesícula, e não veio.

Foi assim, com o cantor Jon Bon Jovi e apenas mais um membro efetivo, o tecladista David Bryan, que o Bon Jovi — completo com Phil X na guitarra que um dia foi de Sambora, Hugh McDonald no baixo, Rich Scannella na bateria e o habitual guitarrista de apoio Bobby Bandiera — começou o show, com “That’s what the water made me”, canção do disco “What about now”, lançado em março. Nas músicas seguintes, vieram sucessos (“You give love a bad name”), lados B (“Raise your hands”) e mais músicas recentes (“Lost highway”, do disco de mesmo nome, de 2007) e ficou claro que não haveria show de festival: a banda, assim como tem feito ao longo da turnê, apresentaria uma mistura de suas três décadas de carreira, com alguma ênfase no disco novo.

Louvável. Afinal, enfileirar sucessos faria tudo mais fácil, para a banda, o público e o baterista substituto — que, assim como Phil X, foi tecnicamente perfeito. Vários dos sucessos recentes nos EUA, como “Who says you can’t go home” e “We got it going on”, de uma fase de aproximação com a música country, não têm a mesma popularidade por aqui, o que tirou o entusiasmo do público. Parte do pessoal (possivelmente os mais jovens, fãs do Nickelback) desertou, até que Jon tirou duas cartas da manga: sucessos e carisma. Em “Who says you can’t go home”, ele recebeu no palco a fã Rosana Guedes, que portava uma faixa pedindo um beijo dele, que já a teria puxado em 1995, na Apoteose. Rosana ganhou vários selinhos, abraços e a tarefa de fazer vocais de apoio, para delírio do público. Em seguida, vieram as boas (e animadas) “I’ll sleep when I’m dead” e “Bad medicine”, e lá estava de volta o Bon Jovi que sacudiu os cariocas desde sua primeira vinda, no Hollywood Rock de 1990.

Na volta para o bis, “Wanted: dead or alive”, “Have a nice day” e “Livin’ on a prayer” garantiram a catarse que os fãs mais otimistas esperavam para o show inteiro, e um segundo bis: a baladaça “Always”, interpretada com emoção pelo cantor e pela plateia. Jogo suado, mas ganho.